segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Servir com alegria nas periferias- PE JOSÉ MANUEL

O P.e José Manuel Guerra Brites, missionário comboniano português, natural de Torres Novas em sussuarana, S.Salvador da Baía.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

A presença comboniana na América Latina 19 de Setembro de 2017

A história dos 150 anos do Instituto comboniano começou na Europa e desenvolveu-se primeiro na África: Egipto, Sudão, Uganda, Etiópia, África do Sul... de acordo com a vida e o plano do Fundador: “Salvar a África através dos africanos”.

Mas a metade do passado século, os diferentes apelos da Igreja (dos Papas e dos Bispos) pediram ao nosso Instituto e a muitas outras Congregações que se expandissem também para a América Latina, para tarefas missionárias e pastorais urgentes: no âmbito da primeira evangelização e da nova evangelização (cfr. RM, n. 33). É por isso que a presença dos Combonianos na América Latina é um capítulo consistente da história dos 150 anos, que os mesmos missionários estão a celebrar.

Sobre esta história, conta-nos, aqui (texto em inglês), o P. Romeo Ballan.

Fonte: Comboni.org

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

ESTE PAPA É UMA DECEPÇÃO! Frei Bento Domingues, O.P.


1. Num dos períodos de conflito armado mais ameaçador e de medo generalizado, dei aulas e fiz conferências de teologia em Bogotá e Medellin. Depois de 50 anos de horror, comoveu-me a coragem e o empenhamento do Papa Francisco, no meio de muitas dificuldades locais, em intensificar e tornar irreversível o processo de paz, na Colômbia.

Bergoglio não foi celebrar um país reconciliado, sem traumas nem ressentimentos. Quis contribuir para que  todos desejem que o diálogo e a reconciliação se tornem o estilo de vida do país.

É difícil aceitar que o ressentimento do ex-Presidente Álvaro Uribe – que se confessa um fervoroso católico – o tenha tornado alérgico à iniciativa do Papa que declarou aos colombianos: foi demasiado o tempo que passaram no ódio e na violência; não queremos que mais nenhuma vida seja anulada ou restringida. A conversão não é um acontecimento impossível.

Bergoglio não escolheu apenas o nome de Francisco de Assis. Em todo o lado, na Europa, no Oriente, em África, nas Américas, na Ásia, a sua vontade é realizar a oração que dele recebeu: Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz;
Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver discórdia, que eu leve a união; (…); Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado; é morrendo que se vive para a vida eterna.

Mas se este é o espírito e o comportamento do Papa, porque suscitará ele tanta oposição?

2. Uma revista jesuíta[1] resolveu divulgar um texto de um biblista italiano, Alberto Maggi, membro da Ordem dos Servos de Maria, intitulado: Desilusão. O autor desenhou uma tipologia que alguns julgarão simplista, mas talvez seja apenas tão exacta que lhe baste ser simples.

Segundo ele, tudo começou com um murmúrio discreto, que se tornou uma queixa e se foi ampliando. Agora, a resistência já é declarada: um confronto público, por vezes uma provocação acompanhada de ameaças de um cisma.

Francisco, em pouco tempo, conseguiu decepcionar quase todos. Esta decepção de ressentimento encapotado converteu-se em algo que está à vista de quem quiser ver. Alguns dos cardeais que o elegeram estão desiludidos. Parecia o homem ideal, sem esqueletos nos armários, doutrinalmente conservador, mas aberto às novas ideias. Com ele poder-se-ia garantir um tempo de paz no meio dos escândalos da Igreja, um período sem turbulências nem divisões.

Nunca imaginaram que Bergoglio tivesse a intenção de reformar a Cúria Romana, de acabar com os seus privilégios e fustigar as vaidades do clero. A sua presença, simples e espontânea, é uma acusação constante aos prelados pomposos, faraónicos, anacrónicos, cheios de si mesmos.

Os bispos carreiristas estão decepcionados. A nomeação para uma cidade era só um passo para uma posição de maior prestígio. Estavam prontos a clonar-se com o pontífice de serviço, imitá-lo sempre em tudo, desde os gestos externos até aos doutrinais, fazer qualquer coisa para lhe agradar e obter os seus favores. Agora, vem este Papa e convida os bispos ambiciosos e vaidosos a ter o cheiro das suas ovelhas… Que horror!

Uma parte do clero também está decepcionada. Esse clero sente-se perdido. Criado no estrito cumprimento da doutrina, indiferente ao povo de Deus, já não sabe que fazer. Tem de recuperar um sentido de “humanidade” que o escrupuloso cumprimento das normas da Igreja tinha atrofiado. Pensava que estava, como “sacerdote” (presbítero), acima dos fiéis e, agora, este Papa convida-o a descer e a colocar-se ao serviço dos últimos…

Decepcionados também estão os leigos empenhados na renovação da Igreja, assim como os tradicionalistas super apegados ao passado. Para estes últimos, o Papa é um traidor, a ruína da Igreja. Para os primeiros, não está a fazer o suficiente, não muda nem as regras nem as leis que já não estão em sintonia com os tempos, não legisla, não usa a sua autoridade como “comandante” da Igreja…

Os mais entusiasmados com ele são os pobres, os marginalizados e invisíveis e, também, aqueles cardeais, bispos, padres e leigos que, durante décadas estiveram afastados por causa da sua fidelidade ao Evangelho, encarados com suspeita e perseguidos por causa da sua mania louca de ligar mais à Sagrada Escritura do que à tradição.

Aquilo que só haviam esperado, sonhado ou imaginado converteu-se numa realidade com Francisco, o Papa que fez descobrir ao mundo a beleza do Evangelho.

3. Alberto Maggi não tinha de falar de tudo. Os leitores portugueses podem e devem completar os mapas locais e o mundo das suas relações cujas percepções serão, naturalmente, muito variadas.

Pelo que ouço dizer e observo, em Portugal, existem movimentos e orientações paroquiais, discretamente empenhados em contrariar as consequências dos gestos, das palavras e das intervenções do Papa. Quando ele diz que a reforma litúrgica é irreversível, esses movimentos, organizações e personalidades não fazem declarações públicas de que estão contra ela. Adoptam gestos e devoções que a contrariam. Isto sem falar nos textos que escrevem para mostrar que o Papa é um homem de boa vontade, mas incompetente do ponto de vista teológico, para orientar a Igreja. O que lhe falta em teologia sobra-lhe em atrevimento e falta de respeito pelo Direito Canónico.

No meu ponto de vista, seria péssimo que os gestos e as atitudes do Papa não fossem discutidos. O uso da liberdade de expressão na Igreja é um direito e um dever. Aliás, é o que este Papa mais exerce e mais deseja para todos. O que é inaceitável é que sejam aqueles que sempre atacaram a liberdade no passado, usem todos os meios para restaurar um tempo em que só eles e os da sua tendência tinham direito de expressão. Servir-se de um tempo de liberdade para a destruir, não é o caminho da ética humana e cristã mais respeitável.

P.S. Foi no dia em que escrevi esta crónica que soube da morte do Bispo do Porto, António Francisco dos Santos, o Bispo português de quem mais gostava e que sempre me acolheu com muita amizade.

17.09.2017

domingo, 17 de setembro de 2017

UASP – 6 ANOS DE HISTÓRIA



Na passagem do 6º aniversário da constituição da UASP, aqui deixamos para todos os interessados uma breve síntese das suas principais iniciativas.
Pela Direcção
P. Armindo Janeiro

www.uasp.pt | Faceboock.com/uasp


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Papa: A guerra é negação de todo direito

Em mensagem na rede social Twitter, o Papa Francisco afirma que “a guerra é negação de todo direito” e pede orações pelos líderes mundiais que podem evitar a guerra: “Rezemos por aqueles que têm a responsabilidade de evitar a guerra entre os povos”.

A mensagem foi publicada na quarta-feira, 13 de setembro, momento em que os líderes mundiais se encontram reunidos na Assembleia das Nações Unidas, em Nova Iorque, para debater questões sócios-políticas sobre o desenvolvimento e o futuro do planeta.

Em outra mensagem, divulgada no dia anterior, Francisco encorajou aos líderes mundiais na busca pelo bem comum: “Encorajo os líderes do mundo a pôr de lado interesses setoriais para buscar juntos o serviço do bem comum da humanidade”.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Bem-haja, D. António 12 de Setembro de 2017

Testemunho de um conterrâneo
Conheci-o na minha infância: foi coadjutor em Cinfães nos dois anos a seguir à sua ordenação a 8 de dezembro 1972. Éramos vizinhos. Ficámos amigos.

Aprendi a apreciar a sua simplicidade, o seu sorriso tranquilo, o seu conversar manso, a profundidade do seu pensamento, a arte de bem pregar um sermão…

Encontrámo-nos muitas vezes em Cinfães, Lamego, Braga, Aveiro, Porto, Fátima… Conversas longas, tranquilas, sem a pressa do despachar… a querer saber de todos e de tudo, uma curiosidade amiga, uma amizade preocupada com as pessoas.

Entesouro as nossas conversas, a sua amizade, o seu testemunho de homem de Deus e homem da Igreja, construtor de pontes e de consensos, com uma paciência extremada…

Sempre me senti bem recebido pelo Dr. António – como lhe chamávamos em Cinfães.

Aprendi muito com o senhor e do senhor!

Homem dedicado até ao limite!

Numa das visitas que lhe fiz no Porto, encontrei-o cansado. Perguntei: – O Dom António não fez férias?

– Ó Zé, o meu pai nunca fez férias!, foi a sua resposta.

A sua amizade para com os combonianos era enorme. Tinha um coração comboniano: como o mostrou aos provinciais combonianos europeus em 2014; como falou aos participantes na Assembleia Europeia da Missão, na Eucaristia conclusiva a 13 de março, na Maia; como afirmou ao aceitar presidir à Peregrinação da Família Comboniana a Fátima, a 22 de julho.

A sua homilia da Peregrinação é um legado espiritual à Família Comboniana.

Esta manhã, a notícia do seu falecimento deixou-me pasmado: não queria acreditar que o Dom António tinha falecido de ataque cardíaco. Tão de repente, aos 69 anos.

No da 29 de agosto não lhe dei os parabéns, porque estava no Mosteiro do Couço em retiro e a cobertura da rede telemóvel é muito fraca… Queria mandar-lhe um email, mas fui adiando…

Está no abraço terno e eterno do Pai das misericórdias, junto à sua querida mãe que tanto amava.

Está em paz no descanso de Deus!

Interceda por nós.

Obrigado pela sua amizade, pelo seu carinho.

Tenho saudades suas.

José da Silva Vieira – Provincial dos Missionários Combonianos em Portugal

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Retiro missionário (alteração de data e local)

Vai realizar-se no próximo dia 16 de setembro um Retiro Missionário em Apelação. Alterando assim a data e o local indicados no Jornal Família Comboniana (Nº 248 de julho-agosto 2017).