terça-feira, 14 de novembro de 2017

Brasil: Comboniano vence Prémio Empreendedor Social por trabalho em prisão humanizada

Valdeci António Ferreira, Diretor Executivo da «Fraternidade Brasileira de Assistência aos Encarcerados» (FBAC), é o vencedor da 13ª edição do «Prêmio Empreendedor Social».

Voluntário há mais de 30 anos, Valdeci Ferreira é fundador dos Leigos Missionários Combonianos do Brasil e fundador da «Assistência de Proteção aos Encarcerados» (APAC) de Itaúna, em Minas Gerais.

O projeto APAC visa disseminar metodologia inovadora de ressocialização de prisioneiros, que se propõe a recuperar o preso, proteger a sociedade, socorrer as vítimas e promover a justiça restaurativa...

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Vaticano: Corações ao alto, não os telemóveis

...“Fico triste quando celebro e vejo muitos fiéis com os telemóveis levantados. Não só os fiéis, mas também sacerdotes e até bispos. A Missa não é um espetáculo: é ir ao encontro da Paixão e da Ressurreição do Senhor. Por este motivo é que o sacerdote diz «corações ao alto». O que é que isso quer dizer? Lembrem-se: nada de telemóveis”, disse o Papa...

terça-feira, 7 de novembro de 2017

NOV 11 Jantar Mensal do grupo de VISEU

NOV11

Jantar Mensal do grupo

José Paulo Barata invited you
Confirmar presença até ao meio dia de 6ª feira.
Podes confirmar a presença aqui ou para o Amaral, Eduardo ou Sá.
O jantar e ponto de encontro é no café/restaurante do Zé Luis.

Nota:
A ementa é bacalhau à lagareiro.

Acornhoek acolhe votos perpétuos do Ricardo Gomes

A paróquia sul-africana de Maria Assunta de Acornhoek, na diocese de Witbank, viveu um fim-de-semana missionário especial ao acolher a consagração perpétua no Insituto comboniano e a ordenação diaconal do escolástico Ricardo Alberto Leite Gomes...
A ordenação diaconal decorreu no domingo, 5 de novembro de 2017...
As celebrações mobilizaram muita gente: os pais, a irmã e os párocos do Ricardo, que viajaram da Trofa juntamente com o provincial de Portugal...
O Diácono Ricardo foi destinado a Portugal a partir de 1 de janeiro de 2018 e vai ser ordenado padre missionário na paróquia natal, São Martinho de Bougado-Trofa, dentro de meio ano.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

EM CARAPIRA :(Re)Viver um sonho

“Pelo sonho é que vamos”, escreveu Sebastião da Gama. O sonho comanda muitas vezes a alma de uma pessoa. Consegue levar-nos a sítios que tanto desejamos e que nem sempre conseguimos alcançar de verdade. Carapira, desde 2015, que era um sonho para mim. Regressar a um sítio onde fui tão feliz...Diferentemente de 2015, em que fui pela primeira vez a Moçambique, este ano a tarefa que Deus me confiou foi a de ser responsável por sete jovens do Grupo Fé e Missão: Ana, Filipe, Inês, Jorge, Mónica, Ruben e Sofia. A minha missão principal foi a de garantir que estes jovens teriam um mês repleto de vivências ricas e profundas com Deus, com o povo que Deus nos deu a conhecer, com eles próprios e com todos os missionários que com o seu exemplo nos viriam a ensinar a Missão.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Pe. DANIELE MOSCHETTI - Testemunho

«Os missionários costumam contar a sua vida, passada principalmente na periferia e ao lado dos pobres»... «Assim é o testemunho do padre Daniele Moschetti, missionário comboniano — continuou o Papa Bergoglio na introdução do livro «Sud Sudan. Il lungo e sofferto cammino verso pace giustizia e dignità» (Viareggio, Dissensi, 2017, 250 páginas)....

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Um padre foi assassinado no Quénia 24 de Outubro de 2017

Um sacerdote foi assassinado no Condado de Muhoroni, distante 30 km do convento onde residia. O padre Evans Juma Oduor foi encontrado com vida e levado ao hospital, mas faleceu uma hora depois devido aos graves ferimentos que tinha na cabeça.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

UM LIVRO INDISPENSÁVEL Frei Bento Domingues, O.P.


1. Que livro é esse que me leva a dizer que é mesmo indispensável? Se tenho de confessar que foi essa a convicção que a sua leitura me impôs, sei que o espaço desta crónica não é o mais adequado para a justificar. A verdade é esta: ajudou-me a diminuir ignorâncias que talvez não sejam só minhas; ofereceu-me o conhecimento de alguns percursos da Bioética que ajudam a vencer a ideia de que perante questões tão complexas, o mais razoável seria deixá-las no segredo dos especialistas.  

O título, que enche a capa dessa obra, revela, sem ambiguidades, o seu conteúdo: Eutanásia, Suicídio Ajudado, Barrigas de Aluguer. Destina-se a possibilitar um debate de cidadãos, esclarecido e fecundo.

O autor, Miguel Oliveira da Silva, é Professor Catedrático de Ética Médica na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Foi, entre 2009 e 2015, o primeiro Presidente eleito do Conselho Nacional para as Ciências da Vida. Integra, por eleição, o Bureau da DH-Bioética do Conselho da Europa.

No passado dia 9, a obra foi apresentada, na Casa Museu Fundação Medeiros e Almeida, por José Barata-Moura e Anselmo Borges.

Ficou claro que as questões abordadas neste livro não deveriam deixar ninguém indiferente. Têm a ver com a dignidade humana de todos os cidadãos, do presente e do futuro. Vivemos num mundo global, mas que também parece cada vez mais fragmentado e não se prevê que se vá tornar mais estável.

Como reza um velho aforismo, o que a todos diz respeito deve ser tratado por todos. Segundo S. Tomás de Aquino, a virtude da prudência política – condição para intervir de forma esclarecida nas orientações e decisões da comunidade - não é uma exigência exclusiva de legisladores e governantes. É indispensável a todos os cidadãos.

Se a cultura activa das virtudes torna bons os seus praticantes e boas as suas acções, sem ela até as leis mais justas perdem vigor e eficácia na sua aplicação.

Para serem virtuosas, as opções e decisões políticas não podem dispensar o recurso a estudos adequados. Segundo o citado autor, o estudo, além de todas as experiências e dados recebidos dos investigadores, professores e educadores, exige sempre uma veemente aplicação da mente. Sem esse esforço não se consegue verdadeira autonomia pessoal. 

Não se deve confundir ética e política. Não esqueço, porém, que a política é uma ciência prática cujo objecto é o agir, algo complexo e mutável. A decisão prudencial ganha em associar a ética da convicção e a da responsabilidade, isto é, tem de saber calcular os riscos e as consequências das opções. As melhores intenções, sem políticas bem preparadas e executadas, alimentam as piores asneiras.

Tornou-se um hábito dizer mal da política e dos políticos, sobretudo dos que não são da nossa cor. Mas esquecer que nos pertence alterar rumos e métodos da prática política é uma forma de masoquismo. Um dos frequentes incitamentos do Papa Francisco aos cristãos incide, precisamente, sobre a importância da cura da intervenção política para que esta não seja guiada pelos interesses do Dinheiro que geram a economia que mata crianças e adultos e provoca os criminosos negócios das guerras, desgraça dos povos.

2. Na contra capa desde livro de Miguel Oliveira da Silva está escrita a sua motivação. Perante o alargamento de direitos individuais nos extremos da vida humana, somos responsáveis pelo modo como o Estado assegura ou não a protecção dos mais vulneráveis: os jovens produtos de tecnologias genéticas e reprodutivas e as pessoas humanas em sofrimento intolerável que reclamam querer morrer.

Como ser equitativo no acesso a estas tecnologias e qual é, aqui, a relação entre o Serviço Nacional de Saúde e o sector privado? Quando e como têm os pais a obrigação de assegurar que os seus filhos possam conhecer a verdade sobre a sua história biológica: quem lhes deu o esperma ou o óvulo, qual a mulher que os gerou e pariu, quantos meios-irmãos poderá ter?

O parecer dos peritos deve servir para pôr as pessoas a pensar, debater, informar, cogitar para não ser uma perfeita trivialidade.

Um debate sobre uma questão ética nunca está completamente encerrado. Por vezes, e ainda que de outro modo, há que retomar, periódica e recorrentemente, as mesmas interrogações e dúvidas. As leis bioéticas não podem prever todos os casos, todas as situações concretas, sobretudo quando se trata de novas tecnologias reprodutivas e genéticas que podem obrigar a uma reapreciação e eventual mudança legislativa[1].

3. É absolutamente impossível tentar resumir o conteúdo dos diferentes capítulos ou temas desta obra, embora fosse a melhor maneira de apresentar as razões que me levam a chamar-lhe um livro indispensável. Indispensável não é o livro. Indispensável é conhecer a história e os debates da bioética, em Portugal e nos outros países, para que seja possível uma participação democrática em assuntos que a todos dizem respeito.

Como já escreveu Anselmo Borges, o achismo é o inimigo do conhecimento e do debate entre cidadãos. Para encher os meios de comunicação - rádios, televisões, jornais, redes sociais - não é preciso conhecimento argumentado. Basta dar a ilusão que a verdade não tem interesse, tanto mais que a época da pós-verdade é o seu reino. Silêncio imposto sobre determinados temas já o conhecemos e ainda existe em muitos países. Mas agora, procura-se o mesmo resultado falando muito. Poucos dias depois de ter chegado a Nampula (Moçambique), e não sabendo nada de macua, passei por um grupo que falava e gesticulava alegremente. Perguntei a um rapaz macua, que sabia português, o que estava aquela gente a dizer com tanto entusiasmo. Resposta rápida: não estão a dizer nada, é só falar. Hoje em dia, e entre nós, em relação a muitos programas que pretendem ser de informação e debate, tenho a impressão de que também não dizem nada. É só falar. Seriam bem dispensáveis.

O que não se pode dispensar é o conhecimento da história da Bioética que – ao contrário da clássica Ética Médica até aos anos 70 do século XX – tem um outro horizonte temporal e outro alcance filosófico: a equação moral que não se esgota na imediatidade ou proximidade da relação quase sempre privada e individual médico-doente. Há um outro tempo, uma esfera pública e comum, transgeracional que pode mesmo afectar o futuro do planeta[2].

15.10.2017



[1] Cf. Miguel Oliveira da Silva, Eutanásia, Suicídio Ajudado, Barrigas de Aluguer, Caminho, Lisboa, pp 80-87; 114-124
[2] Cf. Obra citada pp 63-68

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Convocatória da AG ELEITORAL _25 de Novembro 2017_10:00_Seminário Diocesano de Leiria - UASP

Ex.mos Senhores
Presidentes das Associações de Antigos Alunos dos Seminários Portugueses
Assunto: Assembleia Geral eleitoral, 25 de Novembro de 2017
Dando cumprimento ao Artº 10º dos Estatutos e de acordo com o ponto nº 6 da acta nº 6, de 23 de Novembro de 2013, vimos, por este meio, convocar as Associações filiadas para a Assembleia Geral eleitoral da UASP que terá lugar no dia 25 de Novembro de 2017 (Sábado), pelas 10:00 horas, no Seminário Diocesano de Leiria, com a seguinte ordem de trabalhos:
10:00 – Início dos Trabalhos:
1. Verificação das presenças e da capacidade eleitoral das Associadas, nos termos estatutários.
2. Leitura da acta nº 13.
3. Apresentação da(s) lista(s) concorrente(s) ao(s) Órgãos Sociais para o triénio 2018-2020.
4. Discussão e votação da(s) lista(s).
5. Tomada de posse dos novos Órgãos Sociais.
6. Apresentação, discussão e votação do Plano de Actividades para o triénio 2017-2020.
7. Apresentação, discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2018.
8. Outros assuntos de interesse geral.
9. Fim dos Trabalhos.
12:00 – Eucaristia
13:00 – Almoço
De acordo com o nº 4 do Artº 10º dos Estatutos, solicitamos que nos confirmem pela mesma via a recepção da presente notificação.
No sentido duma dinâmica institucional que se quer permanentemente ativa, comprometida e empenhada de todos (das associadas e de cada um dos seus membros) RECOMENDA-SE às Filiadas que se mobilizem no sentido da apresentação de lista (s) renovada (s) que evite (m) o cansaço ou até mesmo alguma estratificação/acomodação dos órgãos Sociais
O Seminário disponibiliza-se para servir o almoço (10€ por pessoa), bastando para tal que nos informem, se possível, através do presente e-mail, o número de pessoas (esposas, amigos,…) que desejam tomar esta refeição, até ao dia 21 de Novembro de 2017, 3ª feira.
Com os melhores cumprimentos.
Braga, 17 de Outubro de 2017
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
_____________________________
Manuel Domingos Cunha da Silva – ASSASB

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Servir com alegria nas periferias- PE JOSÉ MANUEL

O P.e José Manuel Guerra Brites, missionário comboniano português, natural de Torres Novas em sussuarana, S.Salvador da Baía.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

A presença comboniana na América Latina 19 de Setembro de 2017

A história dos 150 anos do Instituto comboniano começou na Europa e desenvolveu-se primeiro na África: Egipto, Sudão, Uganda, Etiópia, África do Sul... de acordo com a vida e o plano do Fundador: “Salvar a África através dos africanos”.

Mas a metade do passado século, os diferentes apelos da Igreja (dos Papas e dos Bispos) pediram ao nosso Instituto e a muitas outras Congregações que se expandissem também para a América Latina, para tarefas missionárias e pastorais urgentes: no âmbito da primeira evangelização e da nova evangelização (cfr. RM, n. 33). É por isso que a presença dos Combonianos na América Latina é um capítulo consistente da história dos 150 anos, que os mesmos missionários estão a celebrar.

Sobre esta história, conta-nos, aqui (texto em inglês), o P. Romeo Ballan.

Fonte: Comboni.org

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

ESTE PAPA É UMA DECEPÇÃO! Frei Bento Domingues, O.P.


1. Num dos períodos de conflito armado mais ameaçador e de medo generalizado, dei aulas e fiz conferências de teologia em Bogotá e Medellin. Depois de 50 anos de horror, comoveu-me a coragem e o empenhamento do Papa Francisco, no meio de muitas dificuldades locais, em intensificar e tornar irreversível o processo de paz, na Colômbia.

Bergoglio não foi celebrar um país reconciliado, sem traumas nem ressentimentos. Quis contribuir para que  todos desejem que o diálogo e a reconciliação se tornem o estilo de vida do país.

É difícil aceitar que o ressentimento do ex-Presidente Álvaro Uribe – que se confessa um fervoroso católico – o tenha tornado alérgico à iniciativa do Papa que declarou aos colombianos: foi demasiado o tempo que passaram no ódio e na violência; não queremos que mais nenhuma vida seja anulada ou restringida. A conversão não é um acontecimento impossível.

Bergoglio não escolheu apenas o nome de Francisco de Assis. Em todo o lado, na Europa, no Oriente, em África, nas Américas, na Ásia, a sua vontade é realizar a oração que dele recebeu: Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz;
Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver discórdia, que eu leve a união; (…); Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado; é morrendo que se vive para a vida eterna.

Mas se este é o espírito e o comportamento do Papa, porque suscitará ele tanta oposição?

2. Uma revista jesuíta[1] resolveu divulgar um texto de um biblista italiano, Alberto Maggi, membro da Ordem dos Servos de Maria, intitulado: Desilusão. O autor desenhou uma tipologia que alguns julgarão simplista, mas talvez seja apenas tão exacta que lhe baste ser simples.

Segundo ele, tudo começou com um murmúrio discreto, que se tornou uma queixa e se foi ampliando. Agora, a resistência já é declarada: um confronto público, por vezes uma provocação acompanhada de ameaças de um cisma.

Francisco, em pouco tempo, conseguiu decepcionar quase todos. Esta decepção de ressentimento encapotado converteu-se em algo que está à vista de quem quiser ver. Alguns dos cardeais que o elegeram estão desiludidos. Parecia o homem ideal, sem esqueletos nos armários, doutrinalmente conservador, mas aberto às novas ideias. Com ele poder-se-ia garantir um tempo de paz no meio dos escândalos da Igreja, um período sem turbulências nem divisões.

Nunca imaginaram que Bergoglio tivesse a intenção de reformar a Cúria Romana, de acabar com os seus privilégios e fustigar as vaidades do clero. A sua presença, simples e espontânea, é uma acusação constante aos prelados pomposos, faraónicos, anacrónicos, cheios de si mesmos.

Os bispos carreiristas estão decepcionados. A nomeação para uma cidade era só um passo para uma posição de maior prestígio. Estavam prontos a clonar-se com o pontífice de serviço, imitá-lo sempre em tudo, desde os gestos externos até aos doutrinais, fazer qualquer coisa para lhe agradar e obter os seus favores. Agora, vem este Papa e convida os bispos ambiciosos e vaidosos a ter o cheiro das suas ovelhas… Que horror!

Uma parte do clero também está decepcionada. Esse clero sente-se perdido. Criado no estrito cumprimento da doutrina, indiferente ao povo de Deus, já não sabe que fazer. Tem de recuperar um sentido de “humanidade” que o escrupuloso cumprimento das normas da Igreja tinha atrofiado. Pensava que estava, como “sacerdote” (presbítero), acima dos fiéis e, agora, este Papa convida-o a descer e a colocar-se ao serviço dos últimos…

Decepcionados também estão os leigos empenhados na renovação da Igreja, assim como os tradicionalistas super apegados ao passado. Para estes últimos, o Papa é um traidor, a ruína da Igreja. Para os primeiros, não está a fazer o suficiente, não muda nem as regras nem as leis que já não estão em sintonia com os tempos, não legisla, não usa a sua autoridade como “comandante” da Igreja…

Os mais entusiasmados com ele são os pobres, os marginalizados e invisíveis e, também, aqueles cardeais, bispos, padres e leigos que, durante décadas estiveram afastados por causa da sua fidelidade ao Evangelho, encarados com suspeita e perseguidos por causa da sua mania louca de ligar mais à Sagrada Escritura do que à tradição.

Aquilo que só haviam esperado, sonhado ou imaginado converteu-se numa realidade com Francisco, o Papa que fez descobrir ao mundo a beleza do Evangelho.

3. Alberto Maggi não tinha de falar de tudo. Os leitores portugueses podem e devem completar os mapas locais e o mundo das suas relações cujas percepções serão, naturalmente, muito variadas.

Pelo que ouço dizer e observo, em Portugal, existem movimentos e orientações paroquiais, discretamente empenhados em contrariar as consequências dos gestos, das palavras e das intervenções do Papa. Quando ele diz que a reforma litúrgica é irreversível, esses movimentos, organizações e personalidades não fazem declarações públicas de que estão contra ela. Adoptam gestos e devoções que a contrariam. Isto sem falar nos textos que escrevem para mostrar que o Papa é um homem de boa vontade, mas incompetente do ponto de vista teológico, para orientar a Igreja. O que lhe falta em teologia sobra-lhe em atrevimento e falta de respeito pelo Direito Canónico.

No meu ponto de vista, seria péssimo que os gestos e as atitudes do Papa não fossem discutidos. O uso da liberdade de expressão na Igreja é um direito e um dever. Aliás, é o que este Papa mais exerce e mais deseja para todos. O que é inaceitável é que sejam aqueles que sempre atacaram a liberdade no passado, usem todos os meios para restaurar um tempo em que só eles e os da sua tendência tinham direito de expressão. Servir-se de um tempo de liberdade para a destruir, não é o caminho da ética humana e cristã mais respeitável.

P.S. Foi no dia em que escrevi esta crónica que soube da morte do Bispo do Porto, António Francisco dos Santos, o Bispo português de quem mais gostava e que sempre me acolheu com muita amizade.

17.09.2017

domingo, 17 de setembro de 2017

UASP – 6 ANOS DE HISTÓRIA



Na passagem do 6º aniversário da constituição da UASP, aqui deixamos para todos os interessados uma breve síntese das suas principais iniciativas.
Pela Direcção
P. Armindo Janeiro

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Papa: A guerra é negação de todo direito

Em mensagem na rede social Twitter, o Papa Francisco afirma que “a guerra é negação de todo direito” e pede orações pelos líderes mundiais que podem evitar a guerra: “Rezemos por aqueles que têm a responsabilidade de evitar a guerra entre os povos”.

A mensagem foi publicada na quarta-feira, 13 de setembro, momento em que os líderes mundiais se encontram reunidos na Assembleia das Nações Unidas, em Nova Iorque, para debater questões sócios-políticas sobre o desenvolvimento e o futuro do planeta.

Em outra mensagem, divulgada no dia anterior, Francisco encorajou aos líderes mundiais na busca pelo bem comum: “Encorajo os líderes do mundo a pôr de lado interesses setoriais para buscar juntos o serviço do bem comum da humanidade”.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Bem-haja, D. António 12 de Setembro de 2017

Testemunho de um conterrâneo
Conheci-o na minha infância: foi coadjutor em Cinfães nos dois anos a seguir à sua ordenação a 8 de dezembro 1972. Éramos vizinhos. Ficámos amigos.

Aprendi a apreciar a sua simplicidade, o seu sorriso tranquilo, o seu conversar manso, a profundidade do seu pensamento, a arte de bem pregar um sermão…

Encontrámo-nos muitas vezes em Cinfães, Lamego, Braga, Aveiro, Porto, Fátima… Conversas longas, tranquilas, sem a pressa do despachar… a querer saber de todos e de tudo, uma curiosidade amiga, uma amizade preocupada com as pessoas.

Entesouro as nossas conversas, a sua amizade, o seu testemunho de homem de Deus e homem da Igreja, construtor de pontes e de consensos, com uma paciência extremada…

Sempre me senti bem recebido pelo Dr. António – como lhe chamávamos em Cinfães.

Aprendi muito com o senhor e do senhor!

Homem dedicado até ao limite!

Numa das visitas que lhe fiz no Porto, encontrei-o cansado. Perguntei: – O Dom António não fez férias?

– Ó Zé, o meu pai nunca fez férias!, foi a sua resposta.

A sua amizade para com os combonianos era enorme. Tinha um coração comboniano: como o mostrou aos provinciais combonianos europeus em 2014; como falou aos participantes na Assembleia Europeia da Missão, na Eucaristia conclusiva a 13 de março, na Maia; como afirmou ao aceitar presidir à Peregrinação da Família Comboniana a Fátima, a 22 de julho.

A sua homilia da Peregrinação é um legado espiritual à Família Comboniana.

Esta manhã, a notícia do seu falecimento deixou-me pasmado: não queria acreditar que o Dom António tinha falecido de ataque cardíaco. Tão de repente, aos 69 anos.

No da 29 de agosto não lhe dei os parabéns, porque estava no Mosteiro do Couço em retiro e a cobertura da rede telemóvel é muito fraca… Queria mandar-lhe um email, mas fui adiando…

Está no abraço terno e eterno do Pai das misericórdias, junto à sua querida mãe que tanto amava.

Está em paz no descanso de Deus!

Interceda por nós.

Obrigado pela sua amizade, pelo seu carinho.

Tenho saudades suas.

José da Silva Vieira – Provincial dos Missionários Combonianos em Portugal

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Retiro missionário (alteração de data e local)

Vai realizar-se no próximo dia 16 de setembro um Retiro Missionário em Apelação. Alterando assim a data e o local indicados no Jornal Família Comboniana (Nº 248 de julho-agosto 2017).

terça-feira, 5 de setembro de 2017

70 anos dos Missionários Combonianos em Moçambique

Desde 17 de agosto e até 14 de setembro, oito membros do grupo vocacional comboniano Fé e Missão fazem missão em Moçambique. Uma vivência comunitária em que se recebe e se dá, em que se partilha a vida e a fé, em que se constrói a Igreja uns com os outros e com as pessoas que se encontram.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

“Por Mares Dantes Navegados” traz esperança de S. Tomé

O projeto “Por Mares dantes Navegados” nasceu durante a celebração do Ano da Fé com o objetivo de partir ‘mares fora’ À procura de conhecer as vivências de Fé, onde a Igreja Católica portuguesa está em missão. (Continua)
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sábado, 5 de agosto de 2017

A UASP em S. TOMÉ E PRÍNCIPE

A UASP – União das associações de antigos alunos dos seminários portugueses – da qual faz parte a "AAA COMBONIANOS", em continuação do programa “Por mares dantes navegados” viajou até S. Tomé e Príncipe entre 12 e 20 do corrente mês de Julho.É a terceira localidade visitada no decorrer deste programa. Primeiro Cabo Verde, depois a Guiné Bissau e agora estas ilhas do Atlântico situadas no golfo da Guiné, em frente a Libreville, capital do Gabão, e na linha do equador como provou Gago Coutinho com os seus estudos. (continua)

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Peregrinação comboniana a Fátima - Julho de 2017

Este ano, a peregrinação nacional da Família Comboniana é no dia 22 de julho.

E neste ano centenário das aparições, também queremos agradecer a Maria os 150 anos da fundação dos Missionários Combonianos por S. Daniel Comboni (em junho de 1867) e os 70 anos da nossa presença em Portugal.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Comboniano nomeado Bispo auxiliar na África Central

O Vaticano anunciou na terça-feira, 11 de julho, que o Santo Padre nomeou o padre Jesús Ruiz Molina bispo auxiliar de Bangassou.

O P. Jesús tem 58 anos e era até agora pároco de Moungoumba e coordenador diocesano da pastoral de catequese na diocese centro-africana de M’Baiki.

Nasceu em La Cueva de Roa, Burgos e foi ordenado em 1987.

Trabalhou em Espanha (animação missionária, formação e Leigos Missionários Combonianos-LMC), Chade (pároco e provincial) e República Centro-Africana (pároco, coordenador de pastoral e conselheiro provincial).

segunda-feira, 17 de julho de 2017

LIVRO DE RECLAMAÇÕES NAS IGREJAS Frei Bento Domingues, O.P.


1. Li, não sei onde, que o Vaticano anda preocupado com a falta de exorcistas em Portugal. Ao comentar essa notícia com um amigo, ele acrescentou logo que, onde faltam, de certeza, é no próprio Vaticano.

Não desejo voltar à conversa dos pseudo-preocupados com o Papa: está velho para poder realizar as reformas em que se meteu e a revolução que tentou desencadear não é tão irreversível como alguns supõem e desejam. Os que se julgam mais realistas e radicais acrescentam: não basta a Bergoglio ter encontrado um refúgio fora dos antigos aposentos dos Papas; ou fecha o Vaticano para longas obras ou continuará a espantar-se com surpresas de onde menos seriam de esperar.

Há, de facto, rumores de poucas vergonhas, que estão a passar para a imprensa, de que os infiltrados, velhos e novos, são como as baratas: quando se abrem as gavetas, desaparecem rapidamente, mas não morrem. Esperam sempre uma nova oportunidade. Haverá alguma empresa capaz de eliminar, de forma eficaz, esses parasitas da chamada Santa Sé? Ou será que os diabos do Vaticano já se riem da fábrica de ritos dos seus exorcistas?

Tudo isso pode ter sentido, mas não vai além do anedotário romano. Como diz o Papa, os cristãos de parlatório, que conversam sobre como andam as coisas na Igreja e no mundo, sem paixão por transformar as suas vidas, continuam a flutuar nas suas espreguiçadeiras enquanto debitam sentenças sem consequências.

Ele próprio, ainda no mês passado, lembrou aos novos cardeais que o caminho é seguir Jesus que os chama a olhar para a realidade, não se deixando distrair por outros interesses, por outras perspectivas: não vos chamou para vos tornardes «príncipes» na Igreja e para vos «sentardes à sua direita ou à sua esquerda». Chama-vos para servir como Ele e com Ele[1].

Quem seguir de perto as intervenções do Papa Francisco – homilias, discursos, cartas pastorais, etc. – fica espantado com o grande livro de reclamações, onde vai escrevendo, em nome do Evangelho, o que exige dos padres, dos bispos e dos cardeais.

Luta por um clero não clerical, confessando-se membro de um povo consagrado a Deus e ao serviço de toda a humanidade pelo sacerdócio comum a todos os baptizados. A função do clero não é a de mandar na Igreja de todos, mas a de ajudar a desenvolver a vocação de todos à santidade. Os padres, os bispos, os cardeais, o papa, centrados em si mesmos e nos seus títulos de carreira eclesiástica, tornam-se traidores da Igreja.

Bergoglio, no dia em que deixasse de lhes pedir contas tornar-se-ia conivente dessa traição. Não é por acaso que ele, em vez de se proclamar infalível e Santo Padre, se confessa pecador e pede a oração dos fiéis.

2. Para quem se reconhece na liderança deste Papa, mas perde o sentido da sua própria responsabilidade na reforma actual e concreta de dioceses, paróquias, movimentos, congregações religiosas, a pretexto de que o governo da Igreja, ao mais alto nível, está bem entregue, ainda não percebeu nada do desígnio de Bergoglio.

Quando invoco um livro de reclamações nas Igrejas, não é para registar o descontentamento com o funcionamento da cúria diocesana, das secretarias, dos cartórios e dos conselhos paroquiais, da celebração dos mandamentos e da organização da catequese. Por mais importante que seja essa burocracia e o seu bom funcionamento, estaríamos, apenas, no âmbito do que se deve exigir a qualquer outra organização e que a Igreja não pode dispensar. Se assim fosse, a vida eclesial só precisaria de recorrer às escolas de gestão.

O que pretendo sugerir com o livro de reclamações é uma forma de responsabilização de toda a comunidade. Não é o registo da má-língua. Quem reclama deve estar empenhado na mudança, na reforma da paróquia ou do movimento. Deve reclamar, pois todos os fiéis têm direito à celebração da Palavra, da Eucaristia e dos outros Sacramentos, a não confundir com a leitura escalonada dos livros litúrgicos e de homilias intragáveis ou apenas sofríveis.

Não se pode esquecer que, hoje, em Portugal, as assembleias litúrgicas são compostas por pessoas com muitas competências profissionais e culturais que nunca tiveram oportunidade de oferecer os seus préstimos para a festa dominical. Outras foram-se afastando. Não conseguem suportar a falta de qualidade das celebrações, a começar pelas homilias e acabar nos cânticos: não tenho nada a ver com aquilo nem aquilo tem nada a ver comigo. Repete-se a cena evangélica: porque estais aí o dia todo sem fazer nada? Porque ninguém nos convocou.

 O livro de reclamações deve registar que há muitas pessoas que podem, querem e devem contribuir para que as celebrações recolham as alegrias, as esperanças, as preocupações, as frustrações e os desejos da assembleia celebrante, mergulhando-a na Palavra, na Eucaristia, no canto, na oração transfiguradoras do passado. O primeiro dia da semana é o Domingo, o renascer da esperança.

3. O livro das reclamações não regista apenas o que falta. Reclama, de cada um, o que pode dar à comunidade para que ela forme pessoas responsáveis pela sociedade, vendo o mundo a partir dos excluídos e não dos instalados. A celebração tem de formar uma Igreja de saída e não um concentrado de beatos e beatas, preocupados em reconduzir as celebrações e as devoções ao estilo pré-Vaticano II. Não passam de sabotadores do movimento desencadeado pelo Bispo de Roma.

Pelo que foi dito, não devia existir nenhum grupo, movimento ou paróquia, sem um livro de reclamações para manter o bom desassossego, a não confundir com o registo dos azedumes, das invejas e, sobretudo, das lutas pelo poder, em nome do serviço, terra de oportunistas.

As comunidades cristãs devem ser um exemplo de perdão e de misericórdia, o que parece incompatível com um livro de reclamações, caderno de encargos, exigências e avaliações.

Não esqueçamos, porém, o que escreveu Tomás de Aquino: Iustitia sine misericordia crudelis est, misericordia sine iustitia mater est dissolutionis. A justiça sem misericórdia é cruel, a misericórdia sem justiça é a mãe da degradação[2].

Talvez haja quem pergunte: como realizar esse livro de reclamações?

A imaginação humana e cristã tem sempre alguns recursos.

16.07.2017



[1] Cf. Alocução do Papa Francisco, 28 de Junho de 2017.
[2] Cf. S.Tomas Aquinas, Expositio in Matthaeum S.Thomas Aquinatis Catena Aurea in quatttuor Evangelia. Roma-Taurini,vol. I, 5, 7

sábado, 8 de julho de 2017

Ecos do Coração de Viana....UASP

A UASP – União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses, em conjunto com a ASSAB – Associação dos Antigos Alunos dos Seminários Arquidiocesanos de Braga, gizou uma proposta de descoberta do Minho, na parte mais urbana do Alto Minho, que se cumpriu no último fim-de-semana.
​ (Continua)


A organização tem motivos de satisfação, não só pelo elevado número de adesões ao projecto, mas também pelas reacções exteriorizadas, pelas mais variadas formas, até poéticas, pelos participantes.
www.uasp.pt | Faceboock.com/uasp

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Ecos dos AACFranciscanos …

"Cumprindo a tradição os antigos alunos franciscanos realizaram, no último sábado de Maio, o seu encontro anual, no então Colégio de Montariol-Braga, primeira casa de formação no longo percurso trilhado pelos candidatos ao sacerdócio na OFM. É pela saudade, amizade e gratidão e, ainda, pela feliz oportunidade de reencontrarmos na fraternidade do Convento de Montariol alguns dos professores e prefeitos de várias gerações que aqui regressamos….​ (Continua)


Pe.Alfonso Cigarini - 60 anos de sacerdote

VISEU - MAIO DE 2014

Estimados Amigos, sou um ex-aluno Comboniano, sou português, sou amigo do Padre Alfonso Cigarini, que está em S.José do Rio Preto, também sou amigo do P.Xico Lenzi e do P.Carlos Naldi, na passada Quinta Feira, dia 15 de Junho o P. Alfonso celebrou 60 anos de Sacerdote, é uma singela homenagem que eu lhe quero prestar aqui e, partilhar com todos vós, uma vez que no próprio dia, a fiz chegar ao mesmo, a qual foi lida pelo actual superior da Comunidade Comboniana de S. José de Rio Preto - Brasil ( Padre Xico Lenzi), ( Casa de Repouso )
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Tu és Sacerdote para Sempre
Quinta Feira (15), é comemorado os 60 anos de ordenação sacerdotal de Padre Afonso Cigarini, actualmente em S.José de Rio Preto – Brasil ( casa de repouso ).
“O homem é do tamanho do seu sonho” disse um filósofo grego; isto se aplica ao Padre Alfonso Cigarini.
A seis meses de completar 92 anos de vida, e há 50 anos que o vejo sonhar grande, não por orgulho ou vaidade, mas por amor a Deus e às almas. Não faltou jamais em sua vida, um dia sequer, o amor apaixonado ao Senhor Eucarístico; à sua Mãe Santíssima, e a devoção aos Anjos e Santos.
Nosso querido Padre Afonso, teve a ousadia e felicidade de ensinar há Igreja que é possível realizar a Obra de Deus com generosa doação.
Vive o espírito de Comboni, como ninguém, ainda apesar da sua idade fala na Ásia, tendo travado uma luta sem tréguas, para o deixarem partir para a Missão
Conheço-o desde Viseu, ano de 1966, sempre com a mesma dedicação, o mesmo ardor, a mesma vontade de servir a Deus e aos homens.
Estive com ele em Uruçui-Piauí, Nordeste do Brasil, ao tempo construía-se a nova Igreja Matriz, Seu nome ficará perpetuado naquela terra, para sempre.
“Se tu creres, verás a glória de Deus” (Jo 11,40). Por causa da fé deste Homem, nós a vimos e estamos vendo a cada dia.
Entre muitas qualidades desse gigante de Deus, gostaríamos de destacar sua fé inabalável, operativa, dom do Espírito; o seu amor apaixonado por Sua santa Palavra, a confiança depositada em quem trabalha com ele, a bondade e experiência do seu coração de Pai, o desprendimento total de si mesmo, o grande amor a Deus e a todos, e sobretudo o imenso zelo apostólico que o devora.
O que a Igreja liga na terra, Deus liga no céu (cf. Mt 16, 16; 18,18). Assim, Padre Afonso Cigarini, não seremos apenas nós aqui na Terra a celebrar, mas também o Céu. Haverá júbilo no Céu entre os Anjos de Deus. E na presença deles a Virgem Mãe de Deus e dos Homens. Os Santos cantarão louvores a Deus por sua vida e por seu fecundo sacerdócio de 60 anos.
Muita Paz, Saúde, Força e muitos anos de vida, ao nosso querido Padre Afonso Cigarini, Pastor, Padre, Missionário e Amigo.
( Ulisses Pereira)

terça-feira, 4 de julho de 2017

Noviciado de Nampula dá os primeiros frutos

"O dia 24 de Junho de 2017 ficará gravado na história comboniana de Moçambique. Tendo como pano de fundo o 150º aniversário da fundação do Instituto, o 70º aniversário da chegada dos combonianos a Moçambique e o 25º aniversário da morte do Ir. Alfredo Fiorini, os primeiros seis noviços do noviciado de Nampula fizeram a sua primeira profissão. Durante os dois anos de noviciado, os noviços foram acompanhados pelos formadores P. Leandro Araya Leonardo, costa-riquenho, e P. José Júlio Martins Marques, português.

A celebração teve lugar na paróquia de Santa Cruz, confiada aos missionários combonianos, para onde confluíram os familiares dos professantes, membros de outros institutos religiosos, amigos dos combonianos e jovens da paróquia, que animaram a celebração com o canto e o serviço do altar.

Presidiu ao evento o superior provincial, P. Manuel António Bogaio Constantino, moçambicano."

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Faleceu o P.e Rogério de Sousa

"No dia 24 de junho, faleceu o missionário comboniano português P.e Rogério Artur de Sousa. Tinha 84 anos. Natural de Sargaçais, Aguiar da Beira. Hoje de manhã realizou-se a missa exequial no Seminário das Missões de Viseu. O funeral está marcado para hoje, às 15h00, em Souto de Aguiar.

O P.e Rogério foi o primeiro padre comboniano português. Depois de ter feito o seu noviciado e a Teologia em Itália, foi ordenado pelo bispo D. José da Cruz Moreira Pinto, na Igreja do Seminário das Missões, em Viseu a 27 de julho de 1958 (onze anos depois da chegada dos Combonianos a Portugal e à diocese viseense).

De 1960 foi destinado a Moçambique, onde ficou dois anos. Regressou a Portugal e fez parte da redação da revista Além-Mar em 1963 e 1964. Voltou a Moçambique em 1967 e permaneceu lá vinte anos, interrompidos apenas com a ordem de expulsão daquele país em 13 de abril de 1974, mas a que pôde voltar logo após a revolução do dia 25 desse mês. Regressado a Portugal, fez parte de várias comunidades combonianas no nosso país. Encontrava-se atualmente em Viseu.

Agradecemos a Deus pela vida do P.e Rogério, inteiramente dedicada à missão, e encomendámo-lo e a sua família à solidariedade da vossa oração."

Em nome da AAAC apresentamos sentidas condolências à família e enviamos um abraço de solidariedade ao Pe. José de Sousa.
A DIREÇÃO

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Pe. MANUEL AUGUSTO : A reconfiguração do Instituto à luz da nossa história

O P. Manuel Augusto Lopes Ferreira, comboniano português, apresentou o tema “A reconfiguração do Instituto à luz da nossa história” durante o Simpósio dos 150 anos da fundação do Instituto dos Missionários Combonianos, que se realizou de 26 de Maio a 1 de Junho, na Casa Generalícia, em Roma.

A reflexão, diz o P. Manuel Augusto, pretende fazer um percurso histórico, “para ver como o nosso percurso desde a fundação até hoje nos pode iluminar na tarefa da configuração que temos de fazer no presente”.

Para ver AQUI.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Dia da Família Comboniana em Portugal

"Foi no passado dia 10 de Junho, dia do Anjo de Portugal, que nos reunimos com vários membros das diversas realidades da Família Comboniana – Missionárias Seculares Combonianas, Irmãs Missionárias Combonianas e Missionários Combonianos – para, com muita alegria, celebrarmos pela primeira vez o «Dia da Família Comboniana». O evento decorreu em Óis da Ribeira (Fermentelos – Águeda) e éramos cerca de 50 missionários e missionárias."

domingo, 11 de junho de 2017

UM DEUS PLURAL E UMA IGREJA MONOLÍTICA? Frei Bento Domingues, O.P.

Um pouco difícil de enteder o alcance.......

1. Quando se pressentem consequências graves de desentendimentos entre pessoas belicosas, diz-se, à moda do Porto: vai cair o Carmo e a Trindade. Sobre a Trindade, muitos católicos já não sabem muito mais. O antigo mundo rural orientava-se pelo “toque das trindades”. O sino da Igreja paroquial tocava três vezes por dia: de manhã, ao meio-dia e ao fim da tarde. Tudo parava, os homens tiravam o boné, e rezava-se o “Anjo do Senhor”, seguido de uma “Avé Maria” e do “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”.

Quando se queria mostrar o cuidado da família com o desenvolvimento religioso da criança, pediam-lhe: “mostra que já sabes fazer o sinal da cruz”. Era um rosto marcado pela Trindade Santa.

Na catequese ou na teologia, ignorando os recursos evocativos da linguagem simbólica, repousava-se no mundo dos conceitos evanescentes. À falta de explicações satisfatórias, recorria-se a uma geometria rudimentar, ao triângulo ou ao trevo do campo.

As argutas definições dogmáticas dos séculos II, III e IV não se contentaram com a proclamação de Paulo em Atenas: é em Deus que vivemos, nos movemos e existimos[1].

Sim, Deus, mas que Deus? Foi preciso mostrar que era possível dizer que um só Deus vive misteriosamente em três pessoas distintas, iguais e diferentes: todas activas, inteligentes, amantes, em comunhão perfeita e sem qualquer subordinação! Era a vitória da máxima unidade na floração da máxima diversidade.

Por mais estranha que pareça, esta convicção talvez não seja nem absurda, nem inútil. Não poderá ela esconder a realidade mais profunda e misteriosa do mundo, da família, da sociedade, da política, da religião e da Igreja?

2. Em nome da unidade, sacrifica-se a diversidade e a imprevisível liberdade, resvalando-se para a falsa segurança da ditadura; perante as dificuldades de viver em liberdade, na diversidade, no pluralismo, pergunta-se: será possível conjugar governabilidade e democracia? Não serão os muros a recusa do acolhimento recíproco entre diversas identidades num mundo  que a todos compete respeitar, como casa comum?

A sabedoria aconselha a que não se deite para o caixote do lixo a afirmação trinitária de Deus que hoje é celebrada na Igreja Católica. É um alerta político, cultural e religioso, como sublinhou o filósofo Giorgio Agamben.

S. Paulo deu-lhe uma expressão quase narrativa: A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós[2]. Representa um belo sumário da teologia da unidade plural da Igreja, na comunhão e na diversidade dos seus carismas. Por desgraça, os rituais não conservam apenas as referências centrais de uma religião. Decaem, facilmente, em rotinas que adormecem as consciências em vez de as despertar para o que falta viver e fazer.

É legítimo perguntar: porque continuar a manter a vergonhosa separação entre as Igrejas do Oriente e do Ocidente, invocando minudências linguísticas esquecendo que estamos todos a balbuciar o inabarcável mistério de Deus e do mundo? A verdade viva revela-se no caminho humilde da busca espiritual e não no orgulho de manter embalsamadas fórmulas e costumes em nome de ortodoxias vazias. Porque não deixar Deus ser Deus e o seu Espírito à solta no mundo?

A arrogância de todas as Igrejas, em nome da posse da verdade, acaba por afastá-las da alegria da comunhão na fé e na caridade, impedindo-as da escuta recíproca e da pergunta essencial: não poderei aprender nada com as outras comunidades cristãs, com as outras religiões, com as pessoas que buscam, por tantos caminhos, um sentido para a vida?

3. Estamos em 2017, a cinco séculos de distância do gesto de Martinho Lutero, ao colocar, a 31 de Outubro de 1517, as suas teses sobre o comércio de indulgências, na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. De facto, o V Centenário da Reforma já foi inaugurado, na Alemanha, em 2008. É a Década de Lutero.

É, também, uma ocasião para os historiadores da cultura, da política e da teologia reexaminarem cinco séculos de história extremamente complexa e, talvez, colherem algumas lições para o nosso presente de renovados fanatismos políticos e religiosos.

Portugal não é a pátria de Lutero e os portugueses também não o puderam acolher no séc. XVI, nem com discernimento nem sem discernimento. Depois foram-no esquecendo.

 Para assinalar os quatrocentos e cinquenta anos da sua morte, o Centro de Estudos de Teologia/Ciência das Religiões, da Universidade Lusófona, marcou essa data com um importante Colóquio, cujos contributos já estão publicados. Tentei, no Prefácio, explicar as razões da ausência de Lutero entre nós[3].

O P. Carreira das Neves introduziu o seu importante Lutero. Palavra e Fé, com a pertinente observação: «O tema que vamos tratar tem sido objecto de milhares de livros, artigos e pronunciamentos religiosos, políticos, sociológicos, filosóficos. Só estranha o facto de nenhum autor português ter assumido, nestes quinhentos anos que nos separam de Lutero, a responsabilidade de escrever sobre esta pessoa que está na origem do protestantismo luterano e das igrejas evangélicas»[4].

O ausente de Portugal encontrou acolhimento, em português, mas no Brasil, onde já foram publicados 12 volumes das Obras Seleccionadas de Martinho Lutero[5].

O luterano Artur Villares pergunta: «Cinco séculos depois, com a poeira da História a assentar, e as polémicas, ódios e extremismos, definitivamente encerrados nas prateleiras da apologética de todos os participantes, o que significa, para o homem de hoje, o nome de Martinho Lutero? Para muitos nada; para outros tantos, um mero revoltado, um rebelde, que destruiu a unidade da Igreja do Ocidente; para outros ainda, uma figura histórica, de assinalável grandeza, um dos construtores do mundo moderno».

O Pe. Carreira das Neves também perguntou: «Lutero está ultrapassado?» E concluiu a sua obra com muita graça: «estamos todos ultrapassados se nos fixarmos nos redutos das nossas identidades religiosas, de ritualismos, jurisdicismos, dogmatismos, farisaísmos»[6].

11.06.2017



[1] Act 17, 22-29
[2] 2Cor 13, 13 e paralelos.
[3] Martinho Lutero. Diálogo e Modernidade, Prefácio de Frei Bento Domingues, Edições Universitárias Lusófonas, 1999.
[4] Lutero. Palavra e Fé, Presença, Lisboa, 2014, p.17, assinala que de obras estrangeiras, em Portugal, apareceu apenas a tradução do livro de Johannes Hessen, Lutero visto pelos Católicos, Coimbra, 1951, Ed. Arménio Amado; Lucien Febvre, Martinho Lutero. Um Destino, Ed. Bertrand, 1976; nova tradução do mesmo autor, da Ed. Texto, 2010. Cf. Walter Kasper, Martinho Lutero. Lido em chave ecuménica 500 anos depois, Paulinas, Lisboa, 2016.
[5] Responsabilidade da Comissão Interluterana de Literatura. São Leopoldo.
[6] Op. Cit., p. 459