terça-feira, 18 de julho de 2017

Comboniano nomeado Bispo auxiliar na África Central

O Vaticano anunciou na terça-feira, 11 de julho, que o Santo Padre nomeou o padre Jesús Ruiz Molina bispo auxiliar de Bangassou.

O P. Jesús tem 58 anos e era até agora pároco de Moungoumba e coordenador diocesano da pastoral de catequese na diocese centro-africana de M’Baiki.

Nasceu em La Cueva de Roa, Burgos e foi ordenado em 1987.

Trabalhou em Espanha (animação missionária, formação e Leigos Missionários Combonianos-LMC), Chade (pároco e provincial) e República Centro-Africana (pároco, coordenador de pastoral e conselheiro provincial).

segunda-feira, 17 de julho de 2017

LIVRO DE RECLAMAÇÕES NAS IGREJAS Frei Bento Domingues, O.P.


1. Li, não sei onde, que o Vaticano anda preocupado com a falta de exorcistas em Portugal. Ao comentar essa notícia com um amigo, ele acrescentou logo que, onde faltam, de certeza, é no próprio Vaticano.

Não desejo voltar à conversa dos pseudo-preocupados com o Papa: está velho para poder realizar as reformas em que se meteu e a revolução que tentou desencadear não é tão irreversível como alguns supõem e desejam. Os que se julgam mais realistas e radicais acrescentam: não basta a Bergoglio ter encontrado um refúgio fora dos antigos aposentos dos Papas; ou fecha o Vaticano para longas obras ou continuará a espantar-se com surpresas de onde menos seriam de esperar.

Há, de facto, rumores de poucas vergonhas, que estão a passar para a imprensa, de que os infiltrados, velhos e novos, são como as baratas: quando se abrem as gavetas, desaparecem rapidamente, mas não morrem. Esperam sempre uma nova oportunidade. Haverá alguma empresa capaz de eliminar, de forma eficaz, esses parasitas da chamada Santa Sé? Ou será que os diabos do Vaticano já se riem da fábrica de ritos dos seus exorcistas?

Tudo isso pode ter sentido, mas não vai além do anedotário romano. Como diz o Papa, os cristãos de parlatório, que conversam sobre como andam as coisas na Igreja e no mundo, sem paixão por transformar as suas vidas, continuam a flutuar nas suas espreguiçadeiras enquanto debitam sentenças sem consequências.

Ele próprio, ainda no mês passado, lembrou aos novos cardeais que o caminho é seguir Jesus que os chama a olhar para a realidade, não se deixando distrair por outros interesses, por outras perspectivas: não vos chamou para vos tornardes «príncipes» na Igreja e para vos «sentardes à sua direita ou à sua esquerda». Chama-vos para servir como Ele e com Ele[1].

Quem seguir de perto as intervenções do Papa Francisco – homilias, discursos, cartas pastorais, etc. – fica espantado com o grande livro de reclamações, onde vai escrevendo, em nome do Evangelho, o que exige dos padres, dos bispos e dos cardeais.

Luta por um clero não clerical, confessando-se membro de um povo consagrado a Deus e ao serviço de toda a humanidade pelo sacerdócio comum a todos os baptizados. A função do clero não é a de mandar na Igreja de todos, mas a de ajudar a desenvolver a vocação de todos à santidade. Os padres, os bispos, os cardeais, o papa, centrados em si mesmos e nos seus títulos de carreira eclesiástica, tornam-se traidores da Igreja.

Bergoglio, no dia em que deixasse de lhes pedir contas tornar-se-ia conivente dessa traição. Não é por acaso que ele, em vez de se proclamar infalível e Santo Padre, se confessa pecador e pede a oração dos fiéis.

2. Para quem se reconhece na liderança deste Papa, mas perde o sentido da sua própria responsabilidade na reforma actual e concreta de dioceses, paróquias, movimentos, congregações religiosas, a pretexto de que o governo da Igreja, ao mais alto nível, está bem entregue, ainda não percebeu nada do desígnio de Bergoglio.

Quando invoco um livro de reclamações nas Igrejas, não é para registar o descontentamento com o funcionamento da cúria diocesana, das secretarias, dos cartórios e dos conselhos paroquiais, da celebração dos mandamentos e da organização da catequese. Por mais importante que seja essa burocracia e o seu bom funcionamento, estaríamos, apenas, no âmbito do que se deve exigir a qualquer outra organização e que a Igreja não pode dispensar. Se assim fosse, a vida eclesial só precisaria de recorrer às escolas de gestão.

O que pretendo sugerir com o livro de reclamações é uma forma de responsabilização de toda a comunidade. Não é o registo da má-língua. Quem reclama deve estar empenhado na mudança, na reforma da paróquia ou do movimento. Deve reclamar, pois todos os fiéis têm direito à celebração da Palavra, da Eucaristia e dos outros Sacramentos, a não confundir com a leitura escalonada dos livros litúrgicos e de homilias intragáveis ou apenas sofríveis.

Não se pode esquecer que, hoje, em Portugal, as assembleias litúrgicas são compostas por pessoas com muitas competências profissionais e culturais que nunca tiveram oportunidade de oferecer os seus préstimos para a festa dominical. Outras foram-se afastando. Não conseguem suportar a falta de qualidade das celebrações, a começar pelas homilias e acabar nos cânticos: não tenho nada a ver com aquilo nem aquilo tem nada a ver comigo. Repete-se a cena evangélica: porque estais aí o dia todo sem fazer nada? Porque ninguém nos convocou.

 O livro de reclamações deve registar que há muitas pessoas que podem, querem e devem contribuir para que as celebrações recolham as alegrias, as esperanças, as preocupações, as frustrações e os desejos da assembleia celebrante, mergulhando-a na Palavra, na Eucaristia, no canto, na oração transfiguradoras do passado. O primeiro dia da semana é o Domingo, o renascer da esperança.

3. O livro das reclamações não regista apenas o que falta. Reclama, de cada um, o que pode dar à comunidade para que ela forme pessoas responsáveis pela sociedade, vendo o mundo a partir dos excluídos e não dos instalados. A celebração tem de formar uma Igreja de saída e não um concentrado de beatos e beatas, preocupados em reconduzir as celebrações e as devoções ao estilo pré-Vaticano II. Não passam de sabotadores do movimento desencadeado pelo Bispo de Roma.

Pelo que foi dito, não devia existir nenhum grupo, movimento ou paróquia, sem um livro de reclamações para manter o bom desassossego, a não confundir com o registo dos azedumes, das invejas e, sobretudo, das lutas pelo poder, em nome do serviço, terra de oportunistas.

As comunidades cristãs devem ser um exemplo de perdão e de misericórdia, o que parece incompatível com um livro de reclamações, caderno de encargos, exigências e avaliações.

Não esqueçamos, porém, o que escreveu Tomás de Aquino: Iustitia sine misericordia crudelis est, misericordia sine iustitia mater est dissolutionis. A justiça sem misericórdia é cruel, a misericórdia sem justiça é a mãe da degradação[2].

Talvez haja quem pergunte: como realizar esse livro de reclamações?

A imaginação humana e cristã tem sempre alguns recursos.

16.07.2017



[1] Cf. Alocução do Papa Francisco, 28 de Junho de 2017.
[2] Cf. S.Tomas Aquinas, Expositio in Matthaeum S.Thomas Aquinatis Catena Aurea in quatttuor Evangelia. Roma-Taurini,vol. I, 5, 7

sábado, 8 de julho de 2017

Ecos do Coração de Viana....UASP

A UASP – União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses, em conjunto com a ASSAB – Associação dos Antigos Alunos dos Seminários Arquidiocesanos de Braga, gizou uma proposta de descoberta do Minho, na parte mais urbana do Alto Minho, que se cumpriu no último fim-de-semana.
​ (Continua)


A organização tem motivos de satisfação, não só pelo elevado número de adesões ao projecto, mas também pelas reacções exteriorizadas, pelas mais variadas formas, até poéticas, pelos participantes.
www.uasp.pt | Faceboock.com/uasp

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Ecos dos AACFranciscanos …

"Cumprindo a tradição os antigos alunos franciscanos realizaram, no último sábado de Maio, o seu encontro anual, no então Colégio de Montariol-Braga, primeira casa de formação no longo percurso trilhado pelos candidatos ao sacerdócio na OFM. É pela saudade, amizade e gratidão e, ainda, pela feliz oportunidade de reencontrarmos na fraternidade do Convento de Montariol alguns dos professores e prefeitos de várias gerações que aqui regressamos….​ (Continua)


Pe.Alfonso Cigarini - 60 anos de sacerdote

VISEU - MAIO DE 2014

Estimados Amigos, sou um ex-aluno Comboniano, sou português, sou amigo do Padre Alfonso Cigarini, que está em S.José do Rio Preto, também sou amigo do P.Xico Lenzi e do P.Carlos Naldi, na passada Quinta Feira, dia 15 de Junho o P. Alfonso celebrou 60 anos de Sacerdote, é uma singela homenagem que eu lhe quero prestar aqui e, partilhar com todos vós, uma vez que no próprio dia, a fiz chegar ao mesmo, a qual foi lida pelo actual superior da Comunidade Comboniana de S. José de Rio Preto - Brasil ( Padre Xico Lenzi), ( Casa de Repouso )
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Tu és Sacerdote para Sempre
Quinta Feira (15), é comemorado os 60 anos de ordenação sacerdotal de Padre Afonso Cigarini, actualmente em S.José de Rio Preto – Brasil ( casa de repouso ).
“O homem é do tamanho do seu sonho” disse um filósofo grego; isto se aplica ao Padre Alfonso Cigarini.
A seis meses de completar 92 anos de vida, e há 50 anos que o vejo sonhar grande, não por orgulho ou vaidade, mas por amor a Deus e às almas. Não faltou jamais em sua vida, um dia sequer, o amor apaixonado ao Senhor Eucarístico; à sua Mãe Santíssima, e a devoção aos Anjos e Santos.
Nosso querido Padre Afonso, teve a ousadia e felicidade de ensinar há Igreja que é possível realizar a Obra de Deus com generosa doação.
Vive o espírito de Comboni, como ninguém, ainda apesar da sua idade fala na Ásia, tendo travado uma luta sem tréguas, para o deixarem partir para a Missão
Conheço-o desde Viseu, ano de 1966, sempre com a mesma dedicação, o mesmo ardor, a mesma vontade de servir a Deus e aos homens.
Estive com ele em Uruçui-Piauí, Nordeste do Brasil, ao tempo construía-se a nova Igreja Matriz, Seu nome ficará perpetuado naquela terra, para sempre.
“Se tu creres, verás a glória de Deus” (Jo 11,40). Por causa da fé deste Homem, nós a vimos e estamos vendo a cada dia.
Entre muitas qualidades desse gigante de Deus, gostaríamos de destacar sua fé inabalável, operativa, dom do Espírito; o seu amor apaixonado por Sua santa Palavra, a confiança depositada em quem trabalha com ele, a bondade e experiência do seu coração de Pai, o desprendimento total de si mesmo, o grande amor a Deus e a todos, e sobretudo o imenso zelo apostólico que o devora.
O que a Igreja liga na terra, Deus liga no céu (cf. Mt 16, 16; 18,18). Assim, Padre Afonso Cigarini, não seremos apenas nós aqui na Terra a celebrar, mas também o Céu. Haverá júbilo no Céu entre os Anjos de Deus. E na presença deles a Virgem Mãe de Deus e dos Homens. Os Santos cantarão louvores a Deus por sua vida e por seu fecundo sacerdócio de 60 anos.
Muita Paz, Saúde, Força e muitos anos de vida, ao nosso querido Padre Afonso Cigarini, Pastor, Padre, Missionário e Amigo.
( Ulisses Pereira)

terça-feira, 4 de julho de 2017

Noviciado de Nampula dá os primeiros frutos

"O dia 24 de Junho de 2017 ficará gravado na história comboniana de Moçambique. Tendo como pano de fundo o 150º aniversário da fundação do Instituto, o 70º aniversário da chegada dos combonianos a Moçambique e o 25º aniversário da morte do Ir. Alfredo Fiorini, os primeiros seis noviços do noviciado de Nampula fizeram a sua primeira profissão. Durante os dois anos de noviciado, os noviços foram acompanhados pelos formadores P. Leandro Araya Leonardo, costa-riquenho, e P. José Júlio Martins Marques, português.

A celebração teve lugar na paróquia de Santa Cruz, confiada aos missionários combonianos, para onde confluíram os familiares dos professantes, membros de outros institutos religiosos, amigos dos combonianos e jovens da paróquia, que animaram a celebração com o canto e o serviço do altar.

Presidiu ao evento o superior provincial, P. Manuel António Bogaio Constantino, moçambicano."